O que você chama de briga… pode não ser
- há 3 dias
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Comportamento do pet
Eu preciso te contar uma coisa que mudou muito a forma como eu enxergo os animais.
E não foi lendo, não foi estudando… foi vivendo.
Sabe quando você olha dois animais interagindo e, de fora, parece uma briga?
Tem latido, tem rosnado, tem movimento mais intenso… e na hora dá aquela tensão no corpo, aquela vontade de ir lá e separar, como se algo estivesse errado?
Eu sempre fiz isso.
Sempre.
Porque, pra mim, aquilo era briga.
Era conflito.
Era algo que precisava ser interrompido.
E, no caso que eu levei para a comunicação, não eram dois animais da mesma espécie...
Era um cachorro e um gato.
E isso pesa ainda mais, né?
Porque a gente já cresce com essa ideia de que cachorro e gato não se dão, que um vai correr atrás do outro, que aquilo inevitavelmente vai terminar mal.
Então, quando eu via os dois juntos daquele jeito, a minha leitura já vinha pronta para o comportamento do pet.
Era briga.
Não tinha espaço para outra possibilidade.
Até o dia em que eu levei exatamente essa situação pra uma comunicação animal intuitiva.
Eu fui com essa dúvida mesmo, muito simples, muito direta.
Porque, olhando de fora, parecia óbvio o que estava acontecendo.
E, ainda assim, tinha alguma coisa ali que não encaixava completamente.
Quando eu me conectei com o cachorro, eu trouxe essa cena.
E a resposta veio tão leve… tão simples… que, ao mesmo tempo, me desmontou.
Ele me disse assim, com muita tranquilidade:
“Eu não brigo. Eu brinco.”

E não foi só a frase.
Foi o jeito.
Foi a sensação que veio junto.
Não tinha defesa, não tinha justificativa, não tinha conflito nenhum ali dentro.
Era uma verdade tão tranquila… que eu fiquei alguns segundos só sentindo aquilo.
E, naquele momento, junto com essa resposta, veio também algo muito claro:
essa ideia de que cachorro não se dá com gato… não é deles.
É nossa.
Claro que existem situações de conflito real.
Existe disputa de território, existe invasão de espaço, como quando um animal entra no território do outro, e isso pode acontecer com qualquer espécie — até entre animais da mesma espécie. Isso é comportamento.
Mas não é regra.
Não é uma sentença.
E, naquele caso específico, não era isso que estava acontecendo.
O que eles estão vivendo… e a gente não vê
Naquele momento, eu percebi o quanto eu estava interpretando a cena com o meu olhar, e não com o olhar deles.
Porque, pra mim, tinha intensidade demais.
Pra ele… tinha relação.
Ele me mostrou que aquilo que eu chamava de briga era, na verdade, uma forma de interação.
De troca.
De presença do outro.
Existia movimento, existia resposta, existia energia… mas não existia o peso que eu colocava.
Era como se eles estivessem conversando, só que numa linguagem que não passa por palavras. Passa pelo corpo, pelo ritmo, pela resposta de um ao outro.
Um avança, o outro recua.
Um provoca, o outro responde.
Existe um fluxo acontecendo ali.
E esse fluxo… é entendido por eles.
O que não é entendido… é por nós.
Porque a gente entra com medo.
Entra com tensão.
Entra com traumas.
Entra com crenças.
Entra achando que precisa controlar aquilo antes que algo aconteça.
E, muitas vezes, é justamente essa entrada que muda tudo.
Ele me mostrou também que, quando a gente interfere carregando essa tensão, a gente altera o campo entre eles.
O que era leve começa a ficar mais denso.
O que era troca começa a ficar mais travado.
E aí sim… pode virar um conflito de verdade.
Isso me marcou muito.
Porque não é sobre “deixar tudo acontecer” sem consciência.
Mas também não é sobre interromper tudo antes de entender.
O que muda quando a gente começa a ver diferente
Depois dessa comunicação, eu nunca mais consegui olhar essas situações da mesma forma.
Eu não saio mais separando automaticamente.
Eu observo.
Eu sinto o ambiente.
Eu vejo se existe rigidez, se existe intenção de ataque, ou se ainda existe troca.
Porque tem uma diferença muito grande entre um animal que está em conflito… e um animal que está se relacionando.
E isso não é aprendido em livro.
É percebido.
E, pra mim, o mais forte de tudo foi entender que, muitas vezes, o que parece briga… não é.
É só uma forma de vínculo que não é silenciosa.
É relação acontecendo de um jeito que a gente ainda não aprendeu a ler.
E, quando a gente começa a perceber isso… alguma coisa dentro da gente também muda.
A gente deixa de reagir tão rápido.
E começa, de verdade, a olhar.
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